Sua cabeça está latejando. Sobram preocupações em casa, seu chefe e resolveu ter crises diárias no trabalho e aquele amor de conto-de-fadas acabou em drama mexicano. "Fiz uma massagem ótima", palpita um, tentando ajudar. "Só com terapia consigo ficar de pé", pitaca o outro. "Ginástica é a solução, deixo todos os meus problemas na esteira", intromete-se mais alguém. E, no meio de tanto zunzunzum, fica você ainda mais atordoada e sem saber como reagir.

Pois não faça nada. Sim, você entendeu certo. Pare quieta(o) e apenas respire: aí está o remédio contra a maioria dos desconfortos emocionais. "Aprendendo a controlar a respiração, damos fim em todas perturbações da mente e dos sentidos", afirma o médico David Frowley.

Considerado o maior especialista ocidental em terapia ayurvédica, ..."Nossa energia vem, basicamente, da respiração (...) Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar". A seguir, Dr. David Frawley ensina como mudanças sutis na inalação e na respiração podem contribuir no alcance e na manutenção de um estado psicológico marcado pelo bem-estar. Sopre a ansiedade para longe

A receita é imbatível contra tremores pelo que ainda nem aconteceu, além de bastante eficaz no combate à insônia. Separe uns dez minutos do seu dia, não importa o horário - pode ser, inclusive, no pico de uma situação superestressante. Comece só prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo, até que ele se torne bem espaçado: tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas, você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente. Com isso, as preocupações, por mais terríveis que sejam, acabam amenizadas, já que a energia passa a circular melhor por todo o organismo. Respirações fortes e intensas

Contornar os sintomas depressivos com a respiração é muito simples. A falta de disposição desaparece, caso você consiga manter um ritmo mais intenso enquanto realiza as inalações e as exalações. A idéia é não apenas respirar com grande velocidade, mas com bastante vigor, puxando e soltando a máxima quantidade de ar possível a cada tentativa. Mantenha o pique por dois minutos e descanse. Repita mais duas vezes.

Não se assuste caso venha a sentir tonturas, a sensação é normal - e devida ao excesso de oxigênio que, de repente, passa a percorrer o organismo.


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Quando a superficie de um lago é estável, podemos claramente enxergar o seu fundo. Isso seria impossível se a superfície se encontrasse agitada por ondas. Da mesma forma, quando a mente é estável, sem nenhum pensamento ou desejo, podemos contemplar o “Ser”.

Nós podemos controlar a agitação mental de duas maneiras: concentrando a mente em um foco externo ou interno. Quando o fazemos internamente, concentramo-nos no “Ser” ou na consciência do “Eu sou”. Já externamente o foco será em qualquer coisa fora de “Ser” ou do “Eu sou”.

Quando nos engajamos em algum tipo de recreação, como, por exemplo, colocar uma bolinha dentro de um buraco (golfe), todos os outros pensamentos são ralentados ou mesmo parados. Nós sentimos que jogamos uma boa partida quando atingimos um bom nível de concentração. Na verdade, essa felicidade que experimentamos não vem do ato de colocar a bolinha dezoito vezes no buraco, mas sim do fato de atingirmos um perfeito estado de concentração dezoito vezes. Naquele instante, todos os problemas e preocupações do mundo desapareceram.

A habilidade mental de concentração já é inerente a todos; não é nada de extarordinario ou misterioso. Meditação não é algo que um Yogi precise ensiná-lo; você já possui a habilidade de parar os seus pensamentos.

A única diferença entre este tipo de concentração e a meditação (num sentido positivo) é que geralmente só aprendemos a concentrar a mente em um objeto externo. Quando a mente está completamente concentrada, o tempo passa despercebido, como se não existisse. Quando a mente está focada, não há tempo! O tempo não é nada, senão uma modificação da mente. O tempo e o espaço, assim como todas as experiências externas, são criações da mente.

Todo tipo de felicidade alcançada através da mente é temporária e flutuante; limitada pela natureza. Para alcançar aquele estado de felicidade e paz absoluta, nós precisamos saber primeiramente como acalmar a mente para, em seguida, poder concentrar e transcender a ela própria. Revertendo a concentração mental para dentro de si, no SER, podemos, então, aprofundar aquela experiência de perfeita concentração. Este é o estado de meditação.



INTRODUZINDO AS TÉCNICAS DE MEDITAÇÃO

Meditação é uma experiência que não pode ser descrita, da mesma forma que não podemos descrever cores para um deficiente visual. Toda experiência ordinária é limitada pelo tempo, espaço e causa.

Assim sendo, nossa capacidade de compreensão e percepção não consegue ultrapassar esses limites. A experiência finita, que é medida em termos de passado, presente e futuro não pode ser transcendental. Os conceitos do tempo são ilusórios por serem impermanentes. O presente, ao mesmo tempo pequeno e flutuante, não pode ser captado. O passado e o futuro são ambos não existentes no presente. Vivemos em ilusão.

O estado meditativo transcende todas essas limitações. Dentro dele não há nem passado nem futuro, apenas a consciência do “Eu sou” no eterno agora. Isso só é possível quando todas as flutuações mentais são acalmadas.

O mais próximo que podemos experimentar desse estado é o de sono profundo, onde não há nem tempo, nem espaço, nem causa. A meditação, porém, difere do sono profundo, por trabalhar profundamente nas modificações da psyche. Curvando e acalmando as varias oscilações mentais, a meditação nos traz paz.

No nível físico, a meditação ajuda a prolongar o processo anabólico do corpo de reparação e crescimento, reduzindo o processo de queda – ou catabólico. De uma forma geral, o processo anabólico predomina até a idade de 18 anos. Entre os 18 e os 35 há um equilíbrio entre os dois. Após os 35, há uma predominância do processo catabólico. A meditação pode reduzir de uma forma significativa o declínio catabólico. Isso acontece devido à receptividade natural de nossas células.

Cada uma das células de nosso corpo é governada pelo instintivo subconsciente. Elas possuem uma consciência individual e ao mesmo tempo coletiva. Quando pensamentos ou desejos são derramados no corpo, as células são ativadas; o corpo sempre obedece à demanda do grupo. Já foi comprovado cientificamente que pensamentos positivos trazem bons resultados para as células.

Assim como a meditação traz um estado mental positivo prolongado, ela também ajuda no retardamento do declínio catabólico, rejuvenescendo as células do corpo.

Uma pessoa não aprende a meditar, assim como ela não aprende a dormir; ela “cai” em ambos os estados.

por: Swami Vishnu-Devananda


Vamos continuar aprendendo?